No rasto matricial do conde D. Pedro de Caminha (IV) – Constança Gonçalves, «vil» filha de alfaiate; e João Gonçalves, o outro irmão do conde de Caminha

  Constança Gonçalves – “vil” filha de alfaiate, pilar da tese Pedro Madruga – Cristóbal Colón A súmula dos factos anteriores, por demasiado incertos, permite a formulação da seguinte hipótese: sendo eventualmente a mãe de Pedro Madruga de condição social inferior, a linhagem socorreu-se da proximidade mantida com os Zúñiga, para forjar um parentesco pouco […]

No rasto matricial do conde D. Pedro de Caminha (III) – Dom Diego de Soutomaior, comendador na Ordem de Alcántara. Interessado propalador de uma nobreza de quatro costados

A idade – rondaria os 65 anos – e o desgaste de duas décadas na vanguarda dos destinos da família, levariam a condessa velha de Caminha D. Teresa de Távora, em Fevereiro de 1506[1], a passar o testemunho ao filho D. Diego, que desde então e até 1543, será o pilar da casa de Soutomaior. […]

No rasto matricial do conde D. Pedro de Caminha (II) – Dona Constanza de Zúñiga. Uma figura inconsistente, entre Monterrei e Miranda del Castañar

Desconhece-se em absoluto, a localização do sepulcro em que estaria dormindo o sono eterno, a dita D. Constanza de Zúñiga, conforme asseverava o neto D. Álvaro. Existe de facto em Santo Domingo de Tui, uma arca tumular de certa dama, jazendo ao lado de um Soutomaior; deverá no entanto tratar-se de Inês Álvares, mãe do […]

No rasto matricial do conde D. Pedro de Caminha (I) – «Dona nobre» ou «mulher vil». Indícios de um testamento

Nota introdutória Insere-se o presente ensaio no vasto âmbito dos estudos, que desde 1898 pretendem fundamentar a origem galega de Cristóvão Colón, o descobridor do continente americano. Entre os diversos rumos propostos por quase meia centena de investigadores, sobressai hoje em dia o enunciado que o identifica com D. Pedro Álvares de Soutomaior, visconde na […]

«No soy el primer Almirante de mi familia» (4) – Alfonso Jofre Tenorio, XX Almirante de la Mar (1312-40)

  Coincidem os autores desde meados do século XVII, altura em que o padre Felipe de la Gandara na Armas y Triunfos de los hijos de Galicia, afirmou com orgulho regional a naturalidade galega do almirante Jofre Tenorio. Acrescentou ainda que o mesmo viera ao mundo a pouco mais de uma légua da vila de […]

«No soy el primer Almirante de mi familia» (3) – Álvaro Paes de Soutomaior, XIII Almirante de la Mar (1300-03)

Não é possível ainda hoje identificar com precisão quem foi este Álvaro Paes de Soutomaior que, entre os anos de 1300 e 1303, durante o reinado de Fernando IV, recebeu o cargo de «Almirante de la Mar». Os antigos livros de linhagens não mencionam este cargo a ninguém da casa de Soutomaior, nem mesmo a […]

«No soy el primer Almirante de mi familia» (2) – Paio Gomes Charino, V Almirante de la Mar (1284-86)

a qui : iace : el mui noble: cavallero: payo guomez : charino: el primeiro : senor : de  rrianjo : que gano : a seuilla siendo : de moros y los preuilejos : desta uilla : ano de : 130(…) Nasceu algures entre a península galega do Morrazo, o monte Lobeira no Salnés e […]

«No soy el primer Almirante de mi familia» (1) – Os almirantes da casa de Soutomaior

Meia dúzia de anos foram suficientes para que a glória conseguida por Cristóbal Colón no continente, se transformasse em amargura, desconfiança e revolta, sentimentos trazidos a Castilla em 1499 por alguns dos habitantes de La Española, cujas expectativas de vastas riquezas se viram goradas. Pertence a Hernando Colón, o benjamim autor da História del Almirante, […]

O «mar português» de Pedro Colón (IV) – Cabotando a costa

  Sistematizem-se por ora, os dados já levantados. Para tal sugere-se uma breve viagem de cabotagem ao longo da costa atlântica portuguesa. Seguir-se-á o mapa de Fernão Álvares Seco, denominado “Portugal deitado”, datado de princípios do século XVII, talvez o mais antigo que se conhece a representar com elevado grau de fidelidade a fronteira marítima, […]

O «mar português» de Pedro Colón (III) – Cunhados e amigos

No apoio ao regresso vitorioso de Pedro Madruga à Galiza, Vasco da Ponte alude também aos cunhados, deduzindo-se que se refere, naturalmente, às relações familiares pós-matrimoniais, estabelecidas com a família de Teresa de Távora. Faz sentido, que nesse âmbito se incluam também os tios – paternos e maternos – , para que se possa construir […]