No rasto matricial do conde D. Pedro de Caminha (II) – Dona Constanza de Zúñiga. Uma figura inconsistente, entre Monterrei e Miranda del Castañar

Sepulcro de Inés Alvares (Santo Domingo de Tui)

Sepulcro de Inés Alvares (Santo Domingo de Tui)

Desconhece-se em absoluto, a localização do sepulcro em que estaria dormindo o sono eterno, a dita D. Constanza de Zúñiga, conforme asseverava o neto D. Álvaro. Existe de facto em Santo Domingo de Tui, uma arca tumular de certa dama, jazendo ao lado de um Soutomaior; deverá no entanto tratar-se de Inês Álvares, mãe do bispo D. Juan Fernandes de Soutomaior, conforme levanta Marta Cendon Fernandez[1] e sustenta Suso Vila[2]. A própria redacção testamental de 1491 é suspeita. Além de ser demasiado sucinta para o objectivo, limita-se a dois tópicos fundamentais: a indicação do local para o futuro enterramento do testador e dos ascendentes mais próximos (avô, tia e pai), concluindo com a detalhada informação referente a D. Constanza de Zúñiga; e a nomeação da mulher, D. Inés Enríquez de Monroy, como administradora da sua fazenda e tutora do previsível herdeiro, ainda por nascer. Excluindo uma quantia que manda dar para ajuda da guerra de Granada – para onde partiria em breve -, nada mais! Como ambos (nobreza dos quatro costados, e a posse efectiva dos bens pela viúva do titular da casa) foram temas judicialmente vitais para a linhagem, entre as décadas finais do século XV e as primeiras do seguinte, é pertinente questionar a credibilidade do documento. Convém recordar que D. Pedro de Soutomaior, o filho desta D. Inés, para além do crime de matricídio porque foi condenado em 1518, ficou conhecido na história como um dos maiores falsários do seu tempo[3]! E que nos pleitos pela casa de Soutomaior ocorridos entre os séculos XVI e XVIII, se deram como falsos vários documentos, entre os quais um testamento de D. Maior de Soutomaior, datado de 1482[4], originalmente apresentado num litígio que opôs D. Inés e seu filho, aos restantes herdeiros encabeçados por D. Diego de Soutomaior[5].

Estranha-se de igual forma que, enquanto legítimo titular e cabeça de linhagem, D. Álvaro pretenda sepultar-se em São Domingos de Tui, apartado dos antecessores, aos quais destina uma posteridade bem mais relevante, na capela do bispo Soutomaior, no interior da sé-catedral do bispado. E ainda causa maior admiração, pretender sepultá-los a todos – se o bispo não autorizasse a manda anterior -, junto da sua ilegítima avó. Além do mais, tanto Fernan Yañez como a irmã D. Maior há muito que jaziam no panteão da família, em São Domingos de Pontevedra! Exactamente na mesma capela na qual, ainda hoje, se pode ver a laje sepulcral onde o próprio D. Álvaro acabou sepultado, poucos anos mais tarde, sem que se respeitassem aquelas suas vontades!

Outro exemplo duvidoso data de 1510, aquando da recolha de testemunhos para a já referida admissão à Ordem de Alcântara de D. Diego de Soutomaior – processo em que era condição necessária a apresentação de nobreza dos quatro costados. Uma das testemunhas arroladas detalhou inclusive que conhecera “(…) Doña Constancia de Çuñiga, que hera hermana de Juan de Çuñiga el bermejo de Valladolid (…)”, nos oito anos que servira como pajem na alcáçova de Soutomaior![6]

O mesmo D. Diego, cerca de duas décadas mais tarde – já comendador de Almorchón e Cabeza del Buey naquela ordem -, referenciava a sua presumida avó, como “(…) hija de don Diego Lopez de Çuñiga (…) e de una señora de la casa de Avellanedo la qual [Fernan Yañez] traxo a Galizia y alli faleçio”, logo após ter distorcido os factos para encobrir a bastardia paterna, escrevendo que Álvaro e Fernan Yañez de Soutomaior eram irmãos, que este não tivera descendência legítima, e que seu pai era filho do primeiro![7]

Simultaneamente o cronista Vasco da Ponte, nos anos 30 do século XVI, documentava na “Relación dalgunhas casas e liñaxes do Reino de Galiza”, como então era vista a origem de Pedro Álvares de Soutomaior: “(…) bastardo natural que o tivera seu pai Fernán Eáns dunha irmã, curmá ou sobriña (…)” de D. Teresa de Zúñiga, condessa de Santa Marta. Com um parágrafo de permeio, logo identifica a dita condessa, como tia do Soutomaior.[8] Faço notar, como o cronista associa indiscriminadamente, as noções de “filho bastardo” e “filho natural” que, já se viu, encerrarem diferentes conceitos legais e sociais.

Baseados nestas fontes primárias, procuraram os investigadores – em vão -, encontrar a referida D. Constanza de Zúñiga, que deveria ser filha de um D. Diego López de Zúñiga e de uma senhora Avellaneda, ter um irmão D. Juan de Zúñiga, referência em Valladolid, e ser irmã, co-irmã ou sobrinha dos Zúñiga de Monterrei. Nenhuma genealogia conseguiu, com os dados disponíveis até hoje, cumprir todas estas premissas.

Castelo de Monterrei (Ourense)

Castelo de Monterrei (Ourense)

Uma hipótese próxima do ideal, pode situá-la como filha natural de D. Diego López de Zúñiga “o moço”, havida numa senhora da casa de Avellaneda e, como tal, irmã natural de D. Juan, visconde de Monterrei, e das condessas de Santa Marta e Ribadeo. A ser verdade, Pedro Madruga seria, de facto, sobrinho destes últimos, sustentando-se assim, a afirmação de Vasco da Ponte. A história parece apoiar esta probabilidade. Sabe-se pela “Crónica del Halconero de Juan II”, Pedro Carrillo de Huete, que em 1432 Fernan Yañez de Soutomaior participou no cerco e tomada do castelo de Alba de Aliste, no âmbito das lutas contra os infantes de Aragón[9]. Pelo manuscrito de Baltasar de Zúñiga y Fonseca, um “Sumário da descendência dos Condes de Monterrey” escrito em começos do século XVII, igualmente se conhece que foi D. Diego López de Zúñiga “o moço”, residente em Zamora, quem comandou a referida acção militar por incumbência do rei Juan II de Castilla[10]. Além disso, este Zúñiga de Monterrei esteve viúvo de D. Elvira de Biedma algum tempo antes de 1418, ano em que casou pela segunda vez com D. Constanza Barba, cabendo a possibilidade de ter uma filha natural nascida nesse hiato de viuvez. Desse modo, os factos históricos colocam Fernan Yañez em Zamora, com acesso privilegiado à casa dos Zúñiga, num ano em que uma suposta filha natural de D. Diego poderia ter entre 16 e 18 anos, viabilizando o nascimento de Pedro Madruga entre os anos de 1432 e 1433.

Contudo nenhuma fonte primária, ou as genealogias posteriores, confirmam a existência dessa filha natural do primeiro Zúñiga que senhoreou Monterrei. Além disso, sabe-se através de documentação relevada por José García Oro no texto de “La Nobleza Gallega en la Baja Edad Media”, que Álvaro de Soutomaior se dirigia a D. Juan de Zúñiga y Biedma, de Monterrei, com o tratamento de “mi Señor tio”[11]. Radicava o parentesco, curiosamente, entre duas Elviras da casa de Biedma: a avó do Soutomaior[12], e a mãe do Zúñiga. De forma semelhante haveria Álvaro de tratar com D. Teresa, irmã daquele, resultando que a Pedro Madruga – irmão de Álvaro -, bastava ser filho de Fernan Yañez de Soutomaior, para também ser visto na sua época como sobrinho da condessa de Santa Marta. Insinua Salazar y Castro, que por essa ofensa (concubinato com uma filha já de si natural?), os de Monterrei terão morto o Soutomaior[13], observando por outro lado e noutra parte, à margem da cópia que fez ao testamento já mencionado de D. Álvaro de Soutomaior, que “(…) en la linea de M.te Rey, no ai tal Dª Constanza: a lo menos lexitima”. A estreita aliança que ambas as linhagens mantiveram nos anos subsequentes, não sustenta porém, esta “acusação” do genealogista. No mesmo documento em que afirma que “(…) por estos amores le mataron” Salazar y Castro dá por avó de Pedro Madruga a segunda mulher do senhor de Monterrei, D. Constanza Barba, não se escusando a reservas, ao admitir “(…) esta creo que fue su madre, que sé no fue bastarda.”

Fragiliza toda esta hipótese, a já referida frase do comendador D. Diego de Soutomaior, coincidindo exactamente nos mesmos nomes (Diego López de Zúñiga + senhora Avellaneda = Constanza de Zúñiga) que se sabe pertencerem a uma geração posterior dos condes de Santa Marta. De facto, a terceira condessa de Santa Marta foi D. Constanza de Zúñiga y Avellaneda, filha dos primeiros condes de Miranda del Castañar, D. Diego López de Zúñiga e D. Aldonza de Avellaneda, primos co-irmãos da dita D. Teresa de Zúñiga, a primeira condessa de Santa Marta. Embora pareça confusa, esta genealogia, à luz dos parentescos medievais, também identifica Constanza como sobrinha daquela condessa, filha de primo co-irmão. Não se verifica, no entanto, a existência de um D. Juan de Zúñiga nesta geração da casa de Miranda del Castañar. Além do mais a cronologia estabelece para esta Constanza, uma data de nascimento limite nos anos 40 do século XV, enquanto a mãe do futuro conde de Caminha não poderia ter vindo ao mundo depois de 1420.

Castelo de Miranda del Castañar (Salamanca)

Castelo de Miranda del Castañar (Salamanca)

O que acima fica dito, parece fazer oscilar a presumível origem de Constanza de Zúñiga, entre a casa orensana de Monterrei e a salmantina de Miranda del Castañar, aparecendo em fundo, o condado de Santa Marta de Ortigueira como elemento estruturante de um enredo que decorre entre meados do século XV e o primeiro terço do seguinte, envolvendo as linhagens de Soutomaior, Zúñiga, Ulloa e Sarmiento.

Em 1468, quando Álvaro de Soutomaior decide perfilhar o “bastardo” Pedro, altera a linha de sucessão que seu pai, Fernan Yañez, estabelecera no testamento de 1440: se Álvaro não tivesse filhos, os senhorios passariam à tia, Maior de Soutomaior, e desta, pela mesma razão, passariam a Lopo Sanches de Ulloa, ou aos da sua geração. Por isso se realizou o seu casamento com a filha deste, Maria de Ulloa. Só que o matrimónio não teve fruto e Álvaro morreu, sem deixar geração, mas perfilhando o irmão para que pudesse herdar, o que veio a acontecer, por expressa autorização do rei Enrique IV, em Agosto de 1468[14]. Mais tarde, em 1477, D. Maior de Soutomaior confirmá-lo-ia em testamento, como seu herdeiro universal[15], desfazendo qualquer dúvida, sobre a legitimidade de D. Pedro Álvares, já conde de Caminha, à herança da casa de Soutomaior.

Entretanto, protestava o cunhado D. Sancho de Ulloa, filho de Lopo, considerando-se o legítimo candidato a herdeiro[16], conforme definira o testamento de 1440. Prevenindo-se quanto às suas origens maternas, Pedro Madruga poderá ter buscado a legitimidade entre a incontestável nobreza dos Zúñiga, parentes e aliados – tanto na Galiza como na Extremadura[17] -, e a quem o seu irmão Álvaro tinha recentemente apoiado, na invasão predadora feita por D. Juan ao território dos Ulloa, interrompendo deste modo, a aliança familiar que os Soutomaior mantinham há duas gerações com os desta linhagem. Afirma-o Vasco da Ponte, contando que quando Lope Sanches de Ulloa “(…) tiña casada a súa filla com Xoán Zúñiga, que cando el lla quitou e a casou com Diego de Lemos, o tal Xoán Zúñiga axuntou consigo grandes xentes do vizconde [de Fisterra, D. Lope Sanches de Moscoso, aliado dos Soutomaior] e do conde de Ribadavia, e a casa de Soutomaior e correulle toda a súa terra e queimoulle a casa de Vilarmaior (…)”[18].

Prova igualmente a firme aliança entre as casas de Soutomaior e Monterrei, o facto de não haver notícia desta última ter integrado as expedições militares dos Pimentel e Sarmiento contra a cidade de Tui – na posse dos Soutomaior -, ou ter subscrito o acordo de Mucientes, em que os condes de Benavente e Santa Marta juraram“(…) non fazer trato, pas nin avenençia com Álvaro Paes de Soutomaior (…) antes le faremos todo mal e dagno en su persona e fortalesas e bienes e vassalos que pudiéremos (…)”[19]. Sendo certo, que D. Juan de Zúñiga y Biedma viveu largos anos em casa de sua irmã D. Teresa, condessa de Santa Marta, desempenhando cargos da confiança do conde seu cunhado e Adiantado-Maior da Galiza, entre os quais o de Meirinho-Maior das suas hostes[20], e chegando a ser escolhido por mediador, em certa disputa de monta entre Álvaro de Soutomaior e o próprio adiantado D. Diego Pérez Sarmiento, com vantagem para o primeiro ao garantir a posse da vila de Salvaterra[21]. Porém ficaram os termos por cumprir até à morte do Sarmiento, decidindo em seguida a Zúñiga, entregar Salvaterra aos Soutomaior! Igualmente se evidencia tal aliança, no pedido de ajuda a Pedro Álvares de Soutomaior, feito pela dita viúva, quando desesperava na luta pela integridade do seu senhorio contra o rebelado povo de Ribadavia. Morreu todavia D. Teresa de Zúñiga y Biedma violentamente, antes que ali chegasse aquele sobrinho, o qual em retaliação a vingou de forma exemplar, fazendo “(…) matar a uns e a outros cortar os pés, e a outros prender (…)[22].

Quatro anos depois, em 1474, desaparece o seu irmão D. Juan de Zúñiga y Biedma, visconde de Monterrei. Casado com a única filha deste, Sancho de Ulloa recebe dos Reis Católicos, o título de Conde de Monterrei. Aliado do arcebispo Fonseca, será desde então, um dos maiores inimigos do conde de Caminha. Entre os Ulloa e os Zúñiga, naturalmente a casa de Soutomaior estará desde então ao lado de Pedro de Zúñiga y Barba, meio-irmão dos já falecidos visconde de Monterrei e condessa de Santa Marta, nomeadamente em 1486, quando este decide reclamar na justiça, a D. Sancho de Ulloa, o morgadio das terras de Monterrei, baseado numa antiga sentença de 1454. O Zúñiga ganha o pleito judicial em 1489[23]. Sua mulher, D. Juana de Arellano, era prima co-irmã de D. Aldonza de Avellaneda, a já referida condessa de Miranda del Castañar, mãe de Constanza de Zúñiga – a presumida mãe do conde de Caminha D. Pedro de Soutomaior, atendendo às palavras do filho deste, D. Diego, comendador da Ordem de Alcántara.

Nesse meio tempo, depois da morte da primeira condessa D. Teresa de Zúñiga y Biedma (1470), disputou-se igualmente na justiça, o direito à sucessão no condado de Santa Marta, entre D. Bernardino Sarmiento e o sobrinho Francisco, casado com a dita Constanza de Zúñiga[24]. Os Soutomaior estarão ao lado deste último, ou não tivesse D. Bernardino pactuado com o arcebispo Fonseca, a morte de Pedro Madruga, às mãos traiçoeiras de outro Sarmiento, senhor de Sobroso[25]! Em 1476 Bernardino cede, recebendo à posteriori e à guisa de compensação, o título de Conde de Ribadavia, prolongando-se no entanto o pleito pelas vilas de Ribadavia, Ortigueira e Mucientes até aos anos noventa, a instâncias da própria D. Constanza de Zúñiga, então já viúva[26]. Também a vila de Salvaterra foi disputada nesta época, entre os condes de Ribadavia e Caminha, sendo de crer que estes últimos terão recebido o apoio da condessa de Santa Marta, “(…) que se procuraba amigos y aliados en Galicia (…)”[27], tentando a todo o custo ganhar vantagem sobre o seu parente.

O comportamento da casa de Soutomaior que aqui fica analisado, deixa assim clara uma colagem à linhagem dos Zúñiga, sustentada no parentesco da casa de Biedma, e no apoio mútuo contra inimigos comuns: os Ulloa numa primeira fase, e os Sarmiento mais adiante. Não reflecte por isso, necessariamente, uma ponte genealógica próxima com D. Pedro Álvares, conde de Caminha, uma vez que muito antes da sua entrada em cena, já Fernan Yañez e Álvaro de Soutomaior acompanhavam com os daquela linhagem.

Acerta em cheio José García Oro, ao definir as elevadas aspirações de Pedro Madruga: “(…) lo que él se empeñó en ser y lo que pensó la gente que era. Su grandeza, real o pretendida, le valió también la suerte de poseer una biografia de corte hidalgo (…)”. Isso reflecte-se na forçada presença heráldica dos Zúñiga em Soutomaior, apesar daquele que foi o primeiro conde da linhagem, ter sido“(…) hijo de una madre pretendidamente desconocida (…)”![28] Reportando-se essa fonte primogénita, pelo menos ao tempo em que Pedro Madruga comandava os destinos da linhagem, mais de trinta anos se tinham já passado desde a morte de Fernan Yañez de Soutomaior, guardando segredo sobre a identidade da mulher em quem gerara o “bastardo”. Esse facto suscita inevitavelmente a hipótese, de ter sido o próprio Pedro Álvares de Soutomaior, a introduzir e difundir a sua ascendência materna – “real ou pretendida” – na Galiza (onde precisava de se afirmar e ganhar aliados, por exemplo, na pessoa do visconde de Monterrei), em Castela (onde os Zúñiga eram primeiros cavaleiros e estariam na linha da frente no apoio à princesa Juana contra os Católicos), ou em Portugal (onde o rei Afonso V o autorizara a casar com a filha de um dos seus influentes conselheiros, chefe de uma das mais antigas e nobres linhagens do reino). Sendo assim, facilmente se compreende que a geração proveniente do conde de Caminha – cujo filho mais velho atingiria a maioridade legal (14 anos) já em meados dos anos oitenta, a pouco tempo do desaparecimento do pai -, apresentasse um limitado conhecimento acerca da sua avó paterna, e sempre através da perspectiva transmitida pelo chefe da linhagem!


[1] Fernandez, M. C. (1992). La escultura funerária del siglo XV en la Iglesia de Santo Domingo de Tuy. Tuy. Museo y Archivo Diocesano, VI, pp. 177-182.

[2] Vila, S. (2010), pp. 298, 301.

[3] Arranz, F. A. (1948). Una importante falsificación de documentos a princípios del siglo XVI. Boletín del Museo Arqueológico Provincial de Orense, IV, pp. 59-125.

[4] Pericacho, J. G., Acevedo, F. N., & Salazar, M. V. (1794). Memorial ajustado del pleyto que se sigue en el Consejo y Sala de Justicia, entre Don Benito Fernando Correa, Marquês de Mós, Conde de San Bernardo, y Doña Maria Masones de Lima, Duquesa de Sotomayor, Marquesa de Tenorio y de Los Arcos. Madrid, España: Imprenta de la viuda de Don Joaquín Ibarra. Pode ler-se no índice o resumo seguinte: “Sumaria recibida por el Licenciado Romero sobre la falsedad del Testamento de Doña Mayor de Sotomayor y de otros instrumentos”.

[5] Arranz, F. A. (1948), pp. 64.

[6] Ayerbe, M. (1904). El Castillo de Marques de Mos en Sotomayor. Apuntes Históricos. (M. Ayerbe, Ed.) Madrid, España, pp. 135-136.

[7] Archivo Histórico Nacional. Relación. Informe de la descendencia de la casa de Sotomayor  (1er. Tercio del siglo XVI), Galicia: Diversos-Colecciones, Leg. 247, doc. 4.

[8] Ponte, V. (2008). Relación dalgunhas casas e liñaxes do Reino de Galiza (1ª ed.). (C. G. Pérez, Ed., & R. M. Outón, Trad.) Noia, Galicia: Editorial Toxosoutos, pp. 120-121.

[9] Carrillo de Huete, P. (2006). Crónica del Halconero de Juan II. (J. M. Carriazo, Ed.) Granada, España: Editorial Universidad de Granada, pp. 135.

[10] Zúñiga y Fonseca, B. Sumario de la descendência de los Condes de Monte Rey, Señores de la Casa de Viezma y Ulloa, Manuscrito, Colección Luis Salazar y Castro, pp. 6.

[11] García Oro, J. (1981). La Nobleza Gallega en la Baja Edad Media. Santiago de Compostela, Galicia: Bibliófilos Gallegos, pp. 222.

[12] Pardo Villar, A. (1942). Historia del Convento de Santo Domingo de Pontevedra. Pontevedra, Galicia: El Museo de Pontevedra, pp. 150. O autor transcreve uma doação de Fernan Yañez de Soutomaior, feita em 1433 ao convento, na qual identifica a mãe como “Doña Elvira de Bema”. Segundo Lavaña, nas notas ao Nobiliário do Conde D. Pedro, “Bema es lo mismo que Biedma (…)”.

[13] Vila, S. (2010), pp. 299.

[14] Archivo Histórico Provincial de Zaragoza. P 4-092-02. 6/08/1468. Leitura feita por Suso Vila e publicada em Vila, S. (2010), pp. 461-465.

[15] Museo de Pontevedra. Tumbo de Santo Domingo, 1423-1488. Col. Sampedro 21-6. (Pergaminho). 6/01/1477. Leitura feita por Suso Vila e publicada em Vila, S. (2010), pp. 470-472.

[16] García Oro, J. (1981), pp. 174. O autor cita excertos do testamento de Sancho de Ulloa, feito em 1480: “Pedro Alvarez de Sotomayor, com quien disputaba sobre bienes hereditários y «por enemistad le era enemigo»”.

[17] As casas de Belalcázar (Sotomayor) e Plasencia (Zúñiga) estavam aliadas desde princípios dos anos 50 do século XV, através do casamento de D. Alfonso de Sotomayor com D. Elvira de Zúñiga, sobrinha dos de Monterrei.

[18] Ponte, V. (2008), pp. 77.

[19] García Oro, J. (1981), pp. 96-97.

[20] Delgado, A. D. (2013). La Casa de Monterrey: Agregada a la Casa de Alba desde 1733. (U. C. Madrid, Ed.) Obtido em 12 de Maio de 2013, de Universidad Complutense de Madrid – Departamento de Historia Moderna – Tesis Doctorales: http://eprints.ucm.es/21468/1/T34471.pdf, pp. 133.

[21] García Oro, J. (1981), pp. 222.

[22] Ponte, V. (2008), pp. 121.

[23] Delgado, A. D. (2013), pp. 156-157.

[24] García Oro, J. (1981), pp. 108.

[25] Vila, S. (2010), pp. 197.

[26] García Oro, J. (1981), pp. 109.

[27] Ibidem, pp.109.